quarta-feira, 12 de dezembro de 2012
*Divulgação* Branca de Neve de Benjamin Lacombe
Sinopse: Era uma vez, em pleno coração do inverno, uma rainha que bordava junto à janela. Através da moldura de ébano contemplava os flocos de neve que pairavam no ar, como se fossem penas. Subitamente, picou-se no dedo e três gotas de sangue caíram na neve. Sobre a brancura fulgurante da neve, o vermelho sobressaía de forma tão bela, que pensou: «Ah! Oxalá tivesse um filho com a pele branca como a neve, os lábios vermelhos como o sangue e o cabelo negro como o ébano!».
segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
Do Festival Ler

Ontem, Domingo, tive a oportunidade de me dirigir ao Cinema São Jorge para assistir a alguns dos eventos que fechavam a 1ª edição do Festival Ler. Optei por assistir a uma conferência de Gonçalo M. Tavares acompanhado da música de Aldina Ferreira e assisti também à entrevista de Carlos Vaz Marques (pessoa que muito admiro) a António Lobo Antunes (outra pessoa que muito admiro). Como veredicto final fica que gostei muito. Gostei de ambas e ambas foram diferentes não só nos seus intervenientes. No entanto fico com alguma pena de não ter tido oportunidade de poder assistir a outros eventos que ocorreram como por exemplo a apresentação do novo livro do José Luís Peixoto que ouvi ter sido muito interessante com a exibição de várias imagens inéditas que poderei não ter a oportunidade de ver tão cedo.
Gonçalo M. Tavares no seu estilo calmo e pacífico foi dissecando várias temáticas que ocupam o seu espectro de pensamento. Temas como o que é de facto a leitura, o que é que o olho humano realmente vê ou um projecto pessoal do autor onde este tenta perceber que livro uma determinada pessoa está a ler apenas pela sua expressão aquando do acto da leitura. Foi uma tarde muito bem passada iniciada com M. Tavares e finalizada por Lobo Antunes.
Ao entrar Lobo Antunes mostrava-se com o comum ar sério e desconfiado que o caracteriza. Tal aspecto depressa mudou quando influenciada pela descontracção de Carlos Vaz Marques a conversa começou a fluir e a decorrer com um ritmo e conteúdo muitíssimo interessantes. Falou-se de tudo. Falou-se da família. Falou-se de guerra. Falou-se de livros. 3 elementos cruciais da vida e obra de Lobo Antunes. Houve também espaço para muitas gargalhadas onde um bem disposto Lobo Antunes brincou com a voz do entrevistador, brincou com os seus livros favoritos e até com o iPad de Carlos Vaz Marques cuja tecnologia o maravilhou e lhe fazia lembrar uma radiografia aos dentes. Fiquei a gostar ainda mais do escritor depois desta entrevista. Demonstrou ser um homem muito honesto e muito mais aberto do que eu certamente esperava.
Fica então uma experiência muito boa e que espero que a Ler volte a repetir.
sábado, 8 de dezembro de 2012
Resultado Passatempo A Flor do Deserto
Neste primeiro passatempo o número de participações foi bastante satisfatório. Depois de retiradas as participações incorrectas e de feita a duplicação dos seguidores ficámos com uma amostra de 65 participações. Procedendo ao sorteio completamente aleatório os números foram os seguintes:
E a vencedora é a Paula Elisa Coelho Miranda com o nome de seguidora Paula. Parabéns Paula! Irei contacta-la de seguida para confirmar os seus dados para o envio do livro. Espero que goste.
Quanto aos restantes participantes, muito obrigado e aguardem um novo passatempo para breve. E como vêem, vale a pena serem seguidores e verem a vossa participação duplicada :)
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
domingo, 2 de dezembro de 2012
Aquisições da Semana (4)
Mais uma semana e desta vez relativamente productiva relativamente a aquisições. Desta vez foram 4 os livros que se juntaram aos restantes nas prateleiras que já pecam por falta de espaço. Dois de um autor que gosto imenso, Miguel Esteves Cardosos, outro de Bill Bryson que já há algum tempo queria ler e finalmente um livro de Possidónio Cachapa.
Tão cedo não terei tempo de os ler mas ficam já à em espera para tempos vindouros. Entretanto, veremos o que a próxima semana nos traz :)
Tão cedo não terei tempo de os ler mas ficam já à em espera para tempos vindouros. Entretanto, veremos o que a próxima semana nos traz :)
sábado, 1 de dezembro de 2012
Nova Iniciativa: Um bom comentário, mais um livro no seu inventário.
Hoje é criada uma nova iniciativa com o objectivo de fomentar a interactividade com os leitores do blogue. O que planeei foi cada mês eleger o melhor comentário de um utilizador nos posts que vos vão sendo apresentados. Desta forma o blog torna-se mais animado e a interactividade entre mim e vocês aumenta :) O que ganham vocês com isto? Todos os meses o autor/a do comentário vencedor receberá um livro à minha escolha e posteriormente anunciado aquando da vitória do utilizador.
O que acham? Alguma sugestão para continuar a melhorar o blogue?
Regras:
-São permitidos mais do que um comentário de cada utilizador em cada post.
-Os votos são contabilizados a partir do 1º dia de cada mês até ao último dia do mesmo.
-No caso de nenhum comentário cumprir os requisitos pedidos, o prémio será transferido para o mês seguinte.
-O vencedor será conhecido através de um novo post todos os meses e ao mesmo será pedido que contacte o email que consta no canto superior direito do blog.
-No caso da ausência de resposta por parte do vencedor, o prémio seguirá para o segundo, terceiro e sucessivamente até que uma resposta seja obtida.
Boa sorte!
Cogito Ergo Sum - David Eagleman
Que leitura tão interessante esta do livro de David Eagleman. Cogito Ergo Sum é, tal como está escrito no sub-titulo do livro, um conjunto de 40 contos acerca da vida depois da morte. Nestes contos Eagleman aborda as mais variadas possibilidades do que poderá ser e acontecer na vida depois da morte.
Quem iremos encontrar. O que iremos encontrar. Encontraremos toda a nossa família? Todos os nosso amigos? Apenas as pessoas mais chegadas? Apenas aqueles de quem nos lembramos? Todas estas possibilidades são expostas pelo autor que numa linguagem leve e requintada nos oferece a sua visão do que poderá ser de facto este fenómeno que poucos acreditam ser verdade (eu inclusive). Um elemento fundamental deste livro é a constante presença da figura de Deus nos enredos criados pelo leitor. Deus é quase como uma personagem principal comum a todos os contos que de certa forma, e tal como o faz para os munidos de fé, controla a humanidade mesmo após a sua morte. No entanto a figura de Deus assume muitas vezes um carácter que não estamos habituados a ver e que não lhe é habitualmente associado. Ele por vezes é Ela. Sim, não é a primeira vez que a figura de Deus é dissociada do tradicional homem de cabelo e barbas compridas e é tornado com uma figura feminina. É também referida a figura de um Deus "reformado". De um Deus assustado com a inteligência e a evolução das pessoas desde os tempos em que caminhávamos com mãos e pés tocando o solo mas que na actualidade deixámos de ser tão primitivos e passámos a ser intuitivos. Deus é um micróbio e Deus pode também ser Deuses. É verdade, aqui Deus é também representado como sendo duas pessoas, um casal portanto, ou até como sendo uma entidade de múltiplos indivíduos que nos criaram com mera intenção experimental. Quanto a nós, a nossa pessoa propriamente dita, somos também inseridos em contextos e ambientes muito distintos. Poderemos viver e para sempre ver apenas as pessoas de quem nos lembramos. Há a possibilidade de por exemplo nos termos esquecido do nosso melhor amigo de infância mas de nos lembrarmos do padeiro a quem comprámos pão no dia antes da nossa morte e é precisamente esse padeiro que lá vai estar no "afterlife". Podemos também vir a ser confrontados com aquilo que podíamos ter sido. Encontrar o nosso "eu" que se tornou médico por exemplo. O nosso "eu" que por uma ou outra razão teve mais sucesso que nós e de quem ao mesmo tempo temos orgulho por ser uma parte de nós mas inveja por esse nosso "eu" não ser o nosso verdadeiro "eu".
Intrincados e divertidos enredos criados com uma linguagem irónica e cómica com alguns elementos científicos fazem deste livro algo sem qualquer outro termo de comparação. Dificilmente existirá um livro com a mesma premissa. Dificilmente existirá um livro deste género que deixe, mesmos os mais cépticos, a meditar sobre o assunto.
Em suma, um pequeno livro que vale sem dúvida alguma a leitura.
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